
O movimento faz mudar
É um ângulo novo,
Uma coisa nova a ser vista,
e outra.
Porém, penso que mudamos
Mais do que a paisagem.
Nem eu nem ela somos mais os mesmos
Já passou, e mais estará por vir.
Quanto ainda terá que mudar
E até quando?
Até quando meus pés andarem?
E em oposto, imagino que se eu ficar
Parado, completamente imóvel
A ponto de nem sentir o movimento
Do espaço e do tempo,
Mesmo o movimento do respirar
E do coração que bate lá dentro,
Aí sim, nada mais mudaria.
Nem eu nem a paisagem.
Tudo seria o mesmo, e no meio disso tudo,
O indistinto.
Seria pois o fim, a estagnação, a morte?
-Não, pois nada está em repouso absoluto.
Imagem: O Guia
Autor: Thalita Castello Branco
4 comentários:
Lindo :)
O velho confronto entre movimento/repouso, eros/tânatos, impulso/inércia...
"Quanto ainda terá que mudar
E até quando?
Até quando meus pés andarem?"
Me pergunto, e penso, "o que é a calma?" e "o que é paixão?", "o que é o novo", "o que é a memória?" etc etc...
Mutagênese!
Nada é repouso. Tudo é movimento absoluto, por mais que nossa visão não veja movimento algum ... acredito que tudo se move, tudo sai do lugar, tudo está em equilíbrio constante de movimento ...
A mudança de cada dia.
Para mim é tão temida quanto adorada ardentemente!
Adorei Ramon!
bjs
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