
Há um vento em cada canto.
Quatro cantos, quatro rumos
E um único sentido.
Há um vento em meu canto,
Mas não sei cantar, desafino.
O vento, sempre o vento
E seu sopro de areia fina.
Agora sou areia, sem mar
Sem ondas, sem sereia.
Sem mito, tão diminuído,
Sou um grão de mim
Dentro do próprio olho.
6 comentários:
"Vim, tanta areia andei
Da lua cheia eu sei
Uma saudade imensa..."
Uma ou outra vez desacompanhados,
mas nunca sozinhos.
"Por onde for, quero ser seu par".
Tão belo, tão intenso...
Beijos
"Sou um grão de mim
Dentro do próprio olho"
Então só se resta olhar...
Há tempos por voltar aqui, habitar o silêncio vago das palavras.
aridez serena. somos.
Abraços pra ti.
"um grão de mim
dentro do próprio olho"
Isso foi belo!
nossa! O.O
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