01 Junho 2010

Rua do Retorno



De volta à velha rua escura,
E suas calçadas mal iluminadas
Até àquela praça, e o banco sujo
De um cigarro mal apagado.

Mas não, não é nostalgia, nem dor
Nem abstinência de fumaça e pele.
É apenas a quietude simples
De tantas esquinas dobradas.

É apenas chegar a um lugar
Por onde se passou tantas vezes
E que há muito ficou para trás.
Mas não importa todas estas ruas
Pois só, se vai pela Rua do Retorno.


Imagem: Geoffrey Demarquet
Fonte: Google

6 comentários:

Sam Poulain disse...

Poema cansado de tantas curvas me fez lembrar Djavan...
"Só eu sei
As esquinas por que passei
Só eu sei só eu sei"

E o tempo passa e passa!

Sam Poulain disse...

"Sabe lá o que é não ter e ter que ter pra dar, Sabe lá"

Marcella disse...

Realmente acho que a resposta certa é por aí, uma soma delicada do somos e do que fomos.
O passado abrindo as portas para o presente se tornar o futuro.
Mas quem sou eu, no fim das contas? Amadora até como vivente.

Beijos, querido e distante amigo.

Triste Flor disse...

AS vezes precisamos retornar em algumas etapas, algumas ruas, alguns momentos, pois sempre ficam escondidos nos catos e beços algo que não vimos quando passamos pela primeira vez... bjus no coração.

rafael Costa disse...

O que lhe digo, meu caro, é que eu prefiro voltar para rever os cenários de uma outra forma.

Raisa. disse...

A "Rua do Retorno" queria amputar minhas pernas para nunca mais ter a capacidade de transitar por ela.