21 Maio 2010

Contra-Tempo


Não sei o que há nestas horas
Tão desnudas de minutos,
Seguindo segundos travestidos.

É uma música que repete:
Hora triste, hora alegre, e segue,
Segue o tom que prenuncia

Um momento para o nada
Um instante para o tudo,
Mas prefiro ficar mudo...

Eu sou este relógio amarelo
Pendurado na parede do quarto
Pois todos só me pedem tempo

Enquanto atrasam, ou adiantam
Marcam, desmarcam o Tempo
Que nunca importa a si mesmo.

4 comentários:

Thalita Castello Branco, disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sam Poulain disse...

Muito bom recupear o empo perdido falando sobre o próprio tempo!
Adorei, como sempre!
E não pae de escever, seria uma perda paa todos.
beijos

rafael Costa disse...

Também não sei o que há nestas horas tão repetidas e desnudas de sentido.

O dia que o tempo fizer sentido, a vida será inteligível.

Forte abraço.

Aurélio disse...

um relógio mudo continua nítido, lido com os olhos.