
Não sei o que há nestas horas
Tão desnudas de minutos,
Seguindo segundos travestidos.
É uma música que repete:
Hora triste, hora alegre, e segue,
Segue o tom que prenuncia
Um momento para o nada
Um instante para o tudo,
Mas prefiro ficar mudo...
Eu sou este relógio amarelo
Pendurado na parede do quarto
Pois todos só me pedem tempo
Enquanto atrasam, ou adiantam
Marcam, desmarcam o Tempo
Que nunca importa a si mesmo.
Tão desnudas de minutos,
Seguindo segundos travestidos.
É uma música que repete:
Hora triste, hora alegre, e segue,
Segue o tom que prenuncia
Um momento para o nada
Um instante para o tudo,
Mas prefiro ficar mudo...
Eu sou este relógio amarelo
Pendurado na parede do quarto
Pois todos só me pedem tempo
Enquanto atrasam, ou adiantam
Marcam, desmarcam o Tempo
Que nunca importa a si mesmo.
4 comentários:
Muito bom recupear o empo perdido falando sobre o próprio tempo!
Adorei, como sempre!
E não pae de escever, seria uma perda paa todos.
beijos
Também não sei o que há nestas horas tão repetidas e desnudas de sentido.
O dia que o tempo fizer sentido, a vida será inteligível.
Forte abraço.
um relógio mudo continua nítido, lido com os olhos.
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